Nov/Dez - 2017 - nº 201

Larocca participa de reunião na FecomercioSP com ministro da Fazenda

Henrique Meirelles e os presentes debateram temas importantes para a economia do país.

José Carlos Larocca e Henrique Meirelles

José Carlos Larocca e Henrique Meirelles

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) recebeu, no dia 30 de outubro, a visita do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O evento teve como objetivo debater a influência da reforma trabalhista na economia do país e outros assuntos relacionados à pasta da Fazenda.

Durante a visita, Henrique Meirelles disse que quem não quiser negociar individualmente seu contrato de trabalho deve seguir o acordo firmado entre o seu sindicato e a empresa. Ainda segundo o ministro, a lei trabalhista brasileira não foi pensada para o mundo atual, sendo que a internet e a logística avançadas mudaram a forma com que patrões se relacionam com empregados.

Questionado sobre a resistência de juízes contra a reforma trabalhista, Meirelles disse que “a lei existe para ser cumprida”, e que temos de eliminar o conceito de ‘lei que não pega’.

O ministro da Fazenda também ressaltou que a alteração na curva do desemprego vem apresentado índices de crescimento positivo. Além disso, ele lembrou que está em curso uma reforma tributária — tentada por vários governos, mas sem sucesso —, pois a carga tributária no Brasil é a maior dos países emergentes.

Henrique Meirelles disse ainda que a previsão mais conservadora de crescimento do PIB para 2018 é de 2% e que espera que a reforma da previdência seja aprovada ainda neste ano, para que a agenda eleitoral não atrapalhe a votação.

Presente ao evento, o presidente do Sindilav, José Carlos Larocca, questionou o ministro se o país não precisaria de um choque de gestão, incluindo uma grande rodada de negociações, uma vez que parece existir o receio de se promover grandes privatizações, o que reduziria o inchaço do setor público.

Henrique Meirelles respondeu que já se encontram em curso algumas privatizações, sendo que a da Eletrobrás será a maior delas.



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